domingo, 23 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
MADONA DO SERTÃO
MADONA DO SERTÃO
Óleo sobre tela
80 X 120
Alex Rocha
2012
Tá fechando sete tempo
qui mia vida é camiá
pulas istradas do mundo
dia e noite sem pará
Já visitei os sete rêno
adonde eu tia qui cantá
sete didal de veneno
traguei sem pestanejá
mais duras penas só eu veno
ôtro cristão prá suportá
sô irirmão do sufrimento
de pauta vea c'a dô
ajuntei no isquicimento
o qui o baldono guardô
meus meste a istrada e o vento
quem na vida me insinô
vô me alembrano na viage
das pinura qui passei
daquelas duras passage
nos lugari adonde andei
Só de pensá me dá friage
nos sucesso qui assentei
na mia lembrança
ligião de condenados
nos grilhão acorrentados
nas treva da inguinorança
sem a luiz do Grande Rei
tudo isso eu vi nas mia andança
nos tempo qui eu bascuiava
o trecho alei
tô de volta já faiz tempo
qui dexei o meu lugá
isso se deu cuano moço
qui eu saí a percurá
nas inlusão que hai no mundo
nas bramura qui hai pru lá
saltei pur prefundos pôço
qui o Tioso tem pru lá
Jesus livrô derna d'eu môço
do raivoso me paiá
já passei pur tantas prova
inda tem prova a infrentá
vô cantando mias trova
qui ajuntei no camiá
lá no céu vejo a lua nova
cumpaia do istradá
ele insinô qui nois vivesse
a vida aqui só pru passá
nois intonce invitasse
o mau disejo e o coração
nois prufiasse pra sê branco
inda mais puro
qui o capucho do algudão
qui nun juntasse dividisse
nem negasse a quem pidisse
nosso amô o nosso bem
nossos terém nosso perdão
só assim nois vê a face ogusta
do qui habita os altos ceus
o Piedoso o Manso o Justo
o Fiel e cumpassivo
Siô de mortos e vivos
Nosso Pai e nosso Deus
disse qui havéra de voltá
cuano essa terra pecadora
marguiada in transgressão
tivesse chea de violença
de rapina de mintira e de ladrãoSó de pensá me dá friage
nos sucesso qui assentei
na mia lembrança
ligião de condenados
nos grilhão acorrentados
nas treva da inguinorança
sem a luiz do Grande Rei
tudo isso eu vi nas mia andança
nos tempo qui eu bascuiava
o trecho alei
tô de volta já faiz tempo
qui dexei o meu lugá
isso se deu cuano moço
qui eu saí a percurá
nas inlusão que hai no mundo
nas bramura qui hai pru lá
saltei pur prefundos pôço
qui o Tioso tem pru lá
Jesus livrô derna d'eu môço
do raivoso me paiá
já passei pur tantas prova
inda tem prova a infrentá
vô cantando mias trova
qui ajuntei no camiá
lá no céu vejo a lua nova
cumpaia do istradá
ele insinô qui nois vivesse
a vida aqui só pru passá
nois intonce invitasse
o mau disejo e o coração
nois prufiasse pra sê branco
inda mais puro
qui o capucho do algudão
qui nun juntasse dividisse
nem negasse a quem pidisse
nosso amô o nosso bem
nossos terém nosso perdão
só assim nois vê a face ogusta
do qui habita os altos ceus
o Piedoso o Manso o Justo
o Fiel e cumpassivo
Siô de mortos e vivos
Nosso Pai e nosso Deus
disse qui havéra de voltá
cuano essa terra pecadora
marguiada in transgressão
tivesse chea de violença
de rapina de mintira e de ladrão
cantiga do Estradar - Elomar Figueira
cantiga do Estradar - Elomar Figueira
sábado, 20 de abril de 2013
O PALHAÇO-D'QUIXOTE
O PALHAÇO-D'QUIXOTE
Óleo sobre tela
Alex Rocha
2013
La dentro no fundo do sertão tem um mundo encantado.
Atrás
da paisagem branca e vermelha, no fundo do sertão tem uma gente de sonhos, causos
e aventuras. No fundo, lá no fundo do sertão, atrás do gado e plantas secas tem
um povo rico de sonhos onde brota a esperança.
Bem no fundo do sertão tem um povo que canta e sonha!
A BOBOTINHA
A BOBOTINHA-JÚLIA
Óleo sobre tela
Alex Rocha
O Rapto de Joana do Tarugo
Enfrentei fosso muralha e os ferros dos portais
Só pela graça da gentil senhora
Filtrando a vida pelos grãos de ampulhetas mortais
D'além de trás dos montes venho
Por campos de justas honrando este amor
Me expondo à sanha sanguinária de côrtes cruéis
Enfrentei vilões no Algouço e em Senhores de Biscaia
Fidalgos corpos de armas brunhidas
Não temo escorpiões cruéis carrascos vosso pai
Enfreado à porta de castelo
Tenho meu murzelo ligeiro e alazão
Que em lidas sangrentas bateu mil mouros infiéis
Ó Senhora dos Sarsais
Minh'alma só teme o Rei dos reis
Deixa a alcova vem-me à janela
Ó Senhora dos Sarsais
Só por vosso amor e nada mais
Desça da torre Naíla donzela
Venho d'um reino distante, errante e menestrel
Inda esta noite eu tenho esta donzela
Minha espada empenho a uma deã mais pura das vestais
Aviai pois a viagem é longa
Já vim preparado para vos levar
Já tarda e quase que o minguante está a morrer nos céus
Ó Senhora dos Sarsais
Minh'alma só teme o Rei dos Reis
Deixa a alcova vem-me à janela
Ó Senhora dos Sarsais
Só por vosso amor e nada mais
Desça da torre Joana tão bela
Naíla donzela, Joana tão bela
Elomar Figueira Melo
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A JUSTIÇA
A JUSTIÇA
Óleo sobre tela
Alex Rocha
2013
SÍMBOLO DA JUSTIÇA
Espada – A imagem da Espada representa coragem, força, regra
e ordem. Significa a razão de forma clara e a força necessária para que os
objetivos de justiça sejam alcançados.
Balança – Representa a igualdade, o equilíbrio e a
ponderação. Aqui, o significado máximo é de que a justiça precisa ser
igualitária, sem pender para nenhum lado envolvido, de forma as decisões
aplicadas pela lei sejam justas e honestas.
Deusa de olhos vendados – Geralmente é uma imagem da deusa
romana Justitia, que equivale à deusa grega Diké. No Direito, esta imagem muito
presente nos símbolos da Justiça reafirma a intenção de que o tratamento da
justiça deve ser igualitário para todos, sem nenhuma distinção ou tratamento
diferenciado. Ao mesmo tempo, revela que a justiça busca a imparcialidade e ser
objetiva em suas decisões. Como diz a afirmativa: “Todos são iguais perante a
lei”.
Assim, como a Justiça está com seus olhos vendados, suas
decisões são livres de interferências, resolvendo as questões de maneira clara
e somente de acordo com as leis. Na imagem original, não havia a venda. Porém,
através de uma interferência do povo alemão, surgiu a imagem com a venda,
presente até os dias de hoje na maioria das representações e símbolos da
Justiça em todo mundo.
Deusa de olhos abertos e sem venda – Este símbolo deve ser
interpretado como a necessidade no Direito de impedir que qualquer detalhe
importante para a aplicação da lei não seja levado em conta. Ou seja, trata-se
de uma questão de obter um julgamento a partir de todos os pontos de vistas.
A FORÇA DOS SÍMBOLOS DA JUSTIÇA JUNTOS
Assim, os símbolos da Justiça juntos representam uma grande
metáfora, repleta de significados. A Justiça sem a espada para determinar e
impor sua aplicação é um organismo sem força. Por sua vez, a Justiça sem o
equilíbrio da balança é pura força bruta, irracional e sem lógica. Da mesma
maneira que sem a venda nos olhos sua imparcialidade fica comprometida. Cada um
completa o outro elemento para que as decisões da Justiça sejam as mais justas,
sempre!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
INCELENÇA PARA SECA
ESTUDO
Incelença para Seca
Alex Rocha
RETIRADA
Elomar Figueira Melo
Vai pela istrada enluarada
Tanta gente a ritirar
Levando só necessidade
Saudades do seu lugar
Esse povo muito longe
Sem trabalho, vem prá cá
Vai pela istrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Rumano para a cidade
Sem vontade de chegar
Passa dia, passa tempo
Passa o mundo devagar
Lembrança passa com o vento
Pidindo não ritirar
Tudo passa nesse mundo
Só não passa o sofrimento
Vai pela istrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Sem saber que mais adiante
Um ritirante vai ficar
Se eu tivesse algum querer
Nesse mundo de ilusão
Não deixava que a saudade sociada cum penar
Vivesse pelas estradas do sofrer a mendigar
Vai pela estrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Levando nos ombros a cruz
Que Jesus deixou ficar
Eu não canto por soberba
Nem tanto por reclamar
Em minha vida de labuta
Canto o prazer, canto a dor
Que as beleza devoluta
Que Deus no sertão botou
Vai pela estrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Passando com taça e veno
Bebendo fé e luar
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
SOBRE O FIM
O MAIS DESPREZADO DOS HOMENS
0,80 X 1,20
Alex Rocha
E todos
refletiam sobre o fim, sobre o fim do mundo.
O caldeirão era mexido. Na TV,
noticias sobre novos velhos conflitos entre Israel e palestinos; a crise
econômica na Europa; a impopularidade do presidente francês...
Apagaram-se as luzes na cidade das luzes.
Na América, tanto Obama como também
os desempregos continuam. Na Venezuela, Hugo Chaves admite pela primeira vez um
possível afastamento da presidência.
É fim do mundo!
No Brasil, deus é brasileiro! Tudo
continua normal. As mesmas manchetes, novos e velhos personagens da corrupção
são destaque em horário nobre...
“Até tu Lula” tem seu nome mencionado
em escândalos.
É o fim do mundo!
Enquanto isso em nosso mundo,
“Itapetinga” com seu dístico glorioso...
É fim do mundo!
Agora a quimera que engolia
trabalhadores da região, vomita agonizante esses mesmos trabalhadores.
É o fim do mundo!
E o pior, estamos todos assustados
olhando para o firmamento, para os asteróides e constelações, esperando e
procurando o fim. E o fim está dentro de nós. Na intolerância de todos os tipos,
na incompreensão, no nosso egoísmo, na nossa racionalidade e falta da mesma, na
falta de compaixão e insensibilidade, no nosso costumeiro poder de achar que
tudo é normal.
Falta misericórdia, compromisso,
altruísmo, em fim, falta amor...
Realmente estamos chegando ao fim!
Alex Rocha
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